Balada da saudade

A memória de minha mãe.
Dizer num simples verso, mãe querida
A saudade que de ti eu sinto agora
Jamais conseguiria a alma que chora
Por não poder beijar tua fronte amada…
Mas, quem como tu tiveste em vida,
O condão de ser mulher e ser divina,
Há de lá, de uma estrela pequenina
Ouvir do filho teu esta balada.
Talvez, querida mãe, esta saudade,
Não deixa que te escreva um verso lindo,
Mas traduzir-te-á o desejo infindo
Que sinto de lembrar teu vulto amado.
E sei que embora triste, o verso há de
Como outrora, chegar aos teus ouvidos
Purificados pelos teus fluidos,
Em suaves melodias transformado.
Antigamente, mãe, quando vivias,
Era sublime ver como gostavas,
Dos pobres versos que eu te declamava
Para sentir o prazer da aprovação.
Hoje quando escrevo minhas poesias,
Procuro no céu a mais brilhante estrela
Esperando que nela eu possa vê-la
E receber aquele olhar de então.
E eu não a vejo, mãe, mas sinto-te presente
Porque presente estás em toda parte,
E onde quer que eu vá com minha arte
Tua santa proteção está comigo.
Se a vontade de Deus Onipotente
Juntou-a a papai na eternidade
Teu filho nas asas da saudade
Por onde quer que vás está contigo.
Os números de 2010 « Cascata de poesias disse,
janeiro 2, 2011 às 1:50 pm
[...] Balada da saudade setembro, 2009 4 [...]
Hildemar Moreira disse,
novembro 20, 2011 às 12:43 am
QUERIDA LEONILDA OBRIGADO PELAS PALAVRAS:lindo…lindo. Voce leu com a alma o que nós escrevemos com ela.
leonilda k. moreira disse,
novembro 18, 2011 às 11:31 pm
lindo,lindo demais.
lendo essa poesia “BALADA DA SAUDADE”, da uma saudade tão doída de varios membros da familia,DEUS o abençoe tio e toda sua família.